Contrato de R$ 108 milhões entre Banco Master e escritório ligado à mulher de Moraes previa atuação jurídica ampla
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Um contrato firmado em 16 de janeiro de 2024 entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à mulher do ministro Alexandre de Moraes previa serviços jurídicos e estratégicos pelo período de três anos, com valor total que poderia chegar a aproximadamente R$ 108 milhões.
Segundo os dados do documento, o escritório foi contratado para atuar na implantação e acompanhamento do programa de integridade do banco, além de prestar consultoria jurídica e estratégica em inquéritos e procedimentos policiais e administrativos e representar o Master em processos judiciais.
Atuação em diferentes órgãos
O contrato estabelecia cinco núcleos de atuação perante diferentes instituições e órgãos públicos, incluindo Judiciário, Ministério Público, polícia, Banco Central, Receita Federal, PGFN, Cade e Legislativo.
Entre as atividades previstas estavam serviços de compliance, due diligence, identificação de riscos, elaboração de códigos de ética, criação de canais de denúncia e controles internos.
O documento também determinava que o Banco Master fornecesse ao escritório documentos, comunicações oficiais, intimações e outros elementos necessários para a atuação jurídica. As partes assumiam ainda o compromisso de manter sigilo sobre o material recebido.
R$ 3 milhões por mês
O acordo tinha duração prevista de três anos, com pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos.
O valor bruto mensal previsto no contrato era de R$ 3.646.529,77. Considerando as 36 parcelas líquidas de R$ 3 milhões, o valor total chegaria a R$ 108 milhões.
Cláusula de rescisão
O contrato também estabelecia regras específicas para o encerramento antecipado do acordo.
Caso o Banco Master rescindisse unilateralmente o contrato, estava previsto o pagamento integral do pró-labore restante. A mesma regra poderia ser aplicada caso houvesse atraso superior a 90 dias nos pagamentos, situação que poderia provocar a rescisão do acordo.
Foro em São Paulo
Nas disposições finais, o documento estabelecia o Foro Central de São Paulo para eventuais disputas relacionadas ao contrato.
O acordo é datado de 16 de janeiro de 2024 e previa uma relação contratual de três anos entre as partes.
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